29 anos – quando a mudança se faz necessária

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É, dia 25/03 completei 29 anos de idade. É difícil acreditar que já tenho isso tudo. Dá uma agonia. Uma vontade de voltar no tempo, aproveitar mais, fazer o que não consegui, deletar umas bobagens… Mas não dá.

Quando paro pra analisar essa trajetória, vejo quanta coisa mudou na minha vida. Amigos que já não são mais amigos. Gente chata que aprendi a respeitar. Momentos ruins que consegui esquecer. Momentos maravilhosos que não consigo acreditar que ficaram no passado.

Não posso negar que por um ano ou dois eu dei uma parada no tempo. É muito ruim saber disso. Muito cansaço, muito trabalho que em nada valia a pena. Tá, alguma coisa foi boa, serviu para amadurecimento e crescimento pessoal. Muitos sonhos ficaram estacionados pela falta de tempo.

Chegou (passou aliás) da hora de correr atrás dos meus sonhos, tentar mudar e crescer. Lembro que, mais ou menos com 22 anos, eu era a toda legal, fofinha e relax. Não sabia dizer não, quebrava galho dos outros e achava a melhor coisa do mundo, que estava certa. Queria ouvir e aprender com os demais. Sim, isso era corretíssimo. Só que o tempo passou e eu cansei. Sempre tem o que abusa da sua vontade e quando você assusta não está agindo por conta própria.

Pode parecer mimimi ou draminha, mas eu realmente me sentia como uma marionete. Era como se não tivesse vontade própria. Só que cansei. Comecei a levantar minha voz, a aparecer e foi justamente nessa hora que deixei de ser a bonitinha. Muita gente passou a não gostar de mim. Bem, foi um choque. Difícil de aceitar. Eu era bem mais feliz quando era tonta.

Mas nada que o tempo não se aquietasse. Por mais que eu tentasse não conseguia voltar a ser a lindinha. Já havia rompido essa barreira. Mudei de local de trabalho e devagar fui conquistando as pessoas. Minha autenticidade falou mais alto. Quase que magicamente consegui achar um ponto de equilíbrio e super me assustei quando começaram a dizer como eu era tranquila.

Encontrei uma maneira de ser legal sem ser trouxa. Aprendi a falar não, mas com delicadeza. Reconheci que não precisam me amar. Não sou carente o suficiente para querer agradar a todo mundo. Nem criança para ser fofinha o tempo todo. Sou adulta, sou profissional. Tenho autoestima suficiente pra saber ouvir uma crítica e sonhos grandes o bastante para que ninguém possa mais me derrubar.

A mudança se faz necessária sempre. A vida te cobra, a idade chega e ou você muda ou você não acompanha, não evolui. É necessário mudar quando a rotina te incomoda, quando você sente necessidade de voar mais alto. Quando percebe que é possível realizar seus sonhos, mas eles não vão até você. Se não correr atrás não se concretiza. O tempo passa, a terra gira. Eles não param para esperar alguém.

E lutar pelos meus sonhos me faz feliz. Fazer planos, traçar metas dá um ânimo. Dói um pouco crescer, romper com barreiras. Mas depois é muita alegria. E quantos amigos fiz nesse percurso todo. E muita gente ainda tenho pra conhecer.

Ainda tenho muito o que mudar, que crescer. A caminhada é longa, cheia de obstáculos. Mas vou vivendo, certa de que não estou sozinha, certa que conseguirei.

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A Segunda Faculdade

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Sempre tive uma certa ambição. Não sabia o que era, nem como se dava, mas de alguma forma ela se manifestava. Aos 16 anos sonhava em fazer teatro, rodar o Brasil apresentando peças e ser feliz. Claro que coloquei os pés no chão e aos 17/18 entrei na Faculdade para cursar Pedagogia. Foi meio que no susto, mas acabei gostando e ficando.

Anos após formada, alguma coisa começou a me incomodar. Estava concursada e “com a vida ganha”. Financeiramente estava segura, mesmo ganhando pouco. Já diz o ditado “pinga mas não falta”. Não tinha desafios. Era a mesma coisa todo o dia e assim seria sempre. Não estava feliz o suficiente. Queria avançar, fazer coisas novas. Estava ficando nervosa com a rotina, me sentindo presa e precisava mudar.

Em 2014 decidi que estava na hora de começar meu Mestrado. Já tinha um projeto em mente e tirei um tempo em 2015 para começar a estudar pois a prova viria mais para o final do ano.

Aconteceu que no meio do caminho achei meu projeto chato. Sabia que ia ficar numa gaveta e nunca mais iria usá-lo. Talvez dar uma palestra, nada mais que isso. Não era isso que queria.

E nesse mesmo período o amor pela Literatura cresceu absurdamente. Muitos livros, muitos blogs, vlogs e amizades surgiram por conta dessa paixão. Eventos literários se tornaram meu hobby e a aventura era poder participar deles ao máximo. O que não fui muito feliz, devido a minha localidade.

Sim! Era isso que eu queria. Mudei o foco, o rumo dos estudos para os livros. Claro. Estava na cara o tempo todo, mas não tinha percebido. E essa paixão literária, não apenas para ler, mas para promovê-la também se tornou meu objetivo. Decidi falar sobre incentivo a leitura, e eis que o que verdadeiramente me impulsionou foi ver o crescimento dela nos últimos anos. Principalmente no meio dos mais jovens.

Antes de começar meu Mestrado decidi fazer outra faculdade: Letras. Poder me aperfeiçoar na escrita e estudar Literatura me deixou animada. Ainda não sei ao certo como vai ser, e esse está sendo o maior barato da história. Deixar rolar e descobrir os caminhos a se seguir. Tenho sonhos e ainda estou me organizando para eles.

E não, não vou abandonar a Pedagogia. E tudo é projeto a longo prazo.

E sim, estou feliz.

 

Beijinhos

TAG: 5 coisas que faria se o dinheiro não fosse problema

Então essa TAG roubei (HAHA) do blog “Loucuras da Julia”. Vamos falar de cinco (só ciiiinco) coisas que eu faria se o dindin não fosse problema. Fato que eu nunca pensei nisso #sqn

1 – Viajar sempre

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É, seja de avião, de carro, de busão ou a pé! Ia viver viajando, conhecendo lugares novos, pessoas novas, fazendo trilhas, fotografando tudo de mais lindo. Aí sim meu espírito aventureiro ia falar mai alto. Ninguém me veria mais HAHA.. Bem, como dinheiro não seria problema levava alguém comigo sempre que quisesse e pudesse ir. Desculpa aew!

2 – COMER :DD

 

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Comer coisa gostosa e diferente sempre! Ia ser difícil manter a dieta, mas como sou meio paranoica com peso, ia comprar aquelas coisitas detox também e ir variando. Mas que eu ia toda semana comer fora eu ia, muita pizza, massas, lanchinhos e molhos variados, comeria mesmo, com direito a sobremesa e muuuito suco sempre!

3 – Comprar livros até dizer chega

 

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Foto tirada do Google

Ia comprar todos os livros que tenho vontade, completar minhas sagas de uma só vez e de quebra uma estante maior. Aliás com money eu me imagina morando numa casa maior, com um quarto só pras minhas nerdices. E ainda apromoraria com inúmeros itens de papelaria. Caraca, ia ter livro demais, ia parecer a biblioteca da Bela e a Fera. Ia morrer sem ler todos, com certeza.

4 – Ter um closet socado

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Agora é a vez do meu momento patricite aguda. Sim, eu teria um closet gigantesco para comprar todas as modices que eu quisesse. Roupas, sapatos, bolsas, maquiagens… TUDO! Aquela peça que eu vivo namorando ia ser minha. Não ia me controlar. Já é difícil sendo dura, imagina se o dinheiro não fosse problema? Aiai, suspiro só de pensar.

 

5 – Ter muitos cachorros

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Momento own! Sabe aquele sonho de infância de tirar todos os cachorros da rua? Pois é, eu tenho. E iria realizar. Ia ter uma cachorrada linda. Todos bem cuidados, castrados, vacinados e limpinhos. Ia brincar com eles todos os dias. Amo demais cachorros, todos eles, sem distinção. Pra ser sincera, duvido que compraria algum, iria apenas resgatar e cuidar deles. Ai que amor!!

 

Bom, agora é hora de acordar, colocar os pés no chão e ir trabalhar.

:/

Beijinhos

Afinal, o que nós queremos?

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Bem, eu particularmente quero viver em paz! Quero andar na rua sem ouvir cantadas baratas. Sem o “gostosa”, “linda”, “delícia hein”, “que isso hein”, “ô saúde”! Quero ser olhada como um ser humano, que pensa, que ama, que tem sentimentos. Não como um objeto ambulante. Como uma casca.

Quero poder andar bem arrumada, com roupa da moda, maquiagem, perfumes e cremes sem ouvir comentários vazios como “vai aonde hein?”, “você é linda, maravilhosa”, “ui, abalô bangu”, “tá querendo o que hein”, “hum, hoje tem”, “dá uma voltinha!” ou o pior de tudo: “tá apaixonada”.

Quero poder dizer que sou solteira sem ser despejadas de perguntas que se resumem ao “Por que?”, “mas você é tão bonita!”, “deve estar sendo muito exigente”, “tá muito devagar hein menina” e pra piorar ficam olhos piedosos como se você estivesse com uma doença incurável, um problema sério a ser tratado e curado. Como se fosse um ET, um ser anormal ou pior de tudo: estivesse sofrendo e quisesse consolo. Alo-oou!! Eu sou feliz, será que é tão difícil assim entender isso? Ser solteira é a coisa mais normal da face da Terra.

Quero falar de moda e de demais coisas do universo feminino sem ser tachada como fútil, patricinha. Quero falar de coisas masculinas sem poder ser chamada de Maria Homem. Quero poder ter meus amigos-homens sem as pessoas pensarem besteira. Até porque e se tiver rolando alguma coisa? Somos adultos ora bolas!

Quero andar na rua sem medo. Passar em frente ao um bar, a uma obra sem passar constrangimento. E não me venha com a história de roupa porque já sofri isso com moletom e descabelada. Quero poder dirigir a noite sem me preocupar em acontecer alguma coisa com o carro e eu ter que ficar parada sozinha com alguma amiga sem saber o que fazer. Aliás, quero parar de ouvir piadinhas sobre mulher no trânsito.

Quero que todas as mulheres sejam respeitadas como seres humanos. Como falei lá em cima mesmo? Ah, sim: que pensam, que amam e tem sentimento. Não como objetos. Quero que as mulheres sintam isso, que não são esse objeto, não tenham medo de seus sonhos, se valorizem como ser humano, como competentes, capazes e merecedoras de uma vida melhor

<3

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Top 5 – Coleções

E dessa vez a galera fofa o Projeto “Vai um café?” está falando em coleções. Desde criança gosto de colecionar as coisas. Já colecionei papel de carta (tenho até hoje, falarei sobre aqui algum dia), cartões-calendário, figurinhas de chiclete, álbum de figurinhas, adesivos (ainda tenho também)… todas essas foram aposentadas, mas com carinho guardei até achar que não tinha mais necessidade de acumular. Aliás as figurinhas eu fui colando em cadernos, cartinhas pras amigas e foram ficando feias também. Até depois de grande continuei colecionando coisinhas, só que aparentemente mais úteis hehe!! Vamos falar delas então?

1 – Bichinhos da Parmalat

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Deixei primeiro pois comecei com 11 anos de idade e consegui completar (palmas!). Nunca tive coragem de desfazer e continuam até hoje enfeitando meu quarto, e que se dane se já sou adulta. Se eu casar levo comigo HAHAHAHA. E com o tempo eles foram ganhando coleguinhas pelúcia. Quem já teve, tem ou lembra?

2 – Marcadores de livro

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Comecei essa com 16/17 anos, mas era pequena e nem dava importância. Ela começou meio maluca: um dia eu olhei no guarda-roupa e vi que tinha muitos marcadores, então pensei: “Vou começar a colecionar”. Nada levado muito a sério e me achava o ser humano mais bizarro do mundo por colecionar marcadores. Aos 23 anos descobri uma menina (filha da chefe na época) que também colecionava e descobri que era uma febre. Nunca tinha me sentido tão normal HEHE

3 – Lápis e canetas

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Essa também começou cedo. Se eu der uma mexida daquelas nos armários aqui vou encontrar as antigas. Sempre gostei de itens de papelaria e amava entrar e comprar canetas/lápis/lapiseiras diferentes. Quando a tinta acabava, ficava com dó de jogar fora e ia deixando numa caixinha-que-nem-sei-onde-está. Esse gosto nunca passou e como hoje tenho potinhos na escrivaninha, vou deixando aqui enfeitando meu cantinho de estudo e criação. Alguns lápis são lembrancinhas fofas de aniversários e reuniões.

4 – Batons

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Essa a coleção mais recente que tenho. Começou de verdade ano passado. Até gostava de passar batom, mas nunca dei muita importância. Uns três de cores diferentes já bastavam e pronto. Em 2014 comprei um da Yes! e fiquei encantada, ele dava um make perfeito que não precisava de mais nada. Ano passado reencontrei a revendedora e comecei a comprar mais. Tenho de várias marcas (Avon, Natura, Jequiti…) mas os meus preferidos são os da Yes!, e o maior número. Prometi a mim mesma que esse mês vou me aventurar em outras marcas. Ainda vou fazer um vídeo sobre eles.

 

5 – Tiaras

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Pra ser sincera, sempre usei tiaras. Minha mãe me arrumava com arquinho quando criança porque meu cabelo era bem rebelde. Em 2008 surgiu uma modinha de tiaras com desenhinhos e achei uma fofura. Comprei uma, duas e lembro direitinho de ter postado a foto no Fotolog escrevendo: E começa minha coleção. Amei de paixão. Saía comprando nas lojinhas sempre que via uma bonita. Em 2012/2013 comecei ame sentir velha demais pra usar e decidi parar de comprar e usar, só em saidinhas melhores, ou naqueles dias que estava bem xoxa, com cara de toinhoinhoin e descabelada, para ver se dava uma melhorada. Chegou 2014, mudando de emprego, não resisti. Fui voltando a usar devagar e veio uma fofa lembrança: era minha marca registrada. Era conhecida por aí como “a menina que usa arquinho no cabelo”. Todo mundo se referia a mim com elas, elogiava e ficava comentando cada uma que aparecia. Lembrei de 2009, quando a coleção começou de verdade e foi um ano muito feliz pra mim. Então parei de besteira e voltei a comprar, a usar. Incrementei com hadbands, agora to na vibe dos lenços e feliz da vida. Não uso todos os dias, mas são minhas, muito minhas e faz parte de mim. Acho que elas merecem um vídeo <3

 

Então essas são as minhas coleções malucas. Sempre tem algo mais que a gente gosta de guardar. É tipo que um hobby, uma distração, uma marca tua que faz as pessoas ao redor lembrarem de você e te presentearem com isso 🙂

Beijinhos carinhosos!!!

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Playlist #2 – Fevereiro

Então hoje vamos falar das músicas que eu mais ouvi no mês de Fevereiro. Todas fofas, haha… Amo de paixão a Música Popular Brasileira (MPB para os íntimos). Dizem por aí que hoje em dia não se faz mais música boa. Será que não?

Marcelo Camelo – Acostumar

Vamos começar por ele né? É linda demais e tem umas frase que é bem top: “Parece brincadeira, mas eu sei que a gente faz um monte de besteira por saber que é bom demais!” Quem nunca? Quem sempre?

 

Tais Alvarenga – Sai De Casa

Alguém me explica que voz é essa? Fiquei chocada desde a primeira vez que ouvi. Quanta paz escutar essa moça-que-não-sei-porque-nunca-ouvi-falar-antes cantar. E a letra é linda, romântica na medida certa.

5 a seco – pra você dar o nome

Não vou mentir que essa me dá um pequena sofrência HAHA… mas é que ela é linda demais. Essa voz é perfeita, a melodia é doce. Achei pura fofura mesmo. Sofrência assim até que dá né.

Marisa Monte – Não Vá Embora

É, essa música não é recente, mas eu tenho PAIXÃO pela Marisa Monte. Ela é perfeita, tem um vozeirão. Uma menina ousou (e arrasou) cantar essa música no The Voice Kids e me bateu uma vontade de ficar escutando mil vezes depois disso. Ela me faz lembrar da adolescência, uns anos atrás, quando eu dizia que queria que ela tocasse no meu casamento 0.o

O Teatro Mágico – Na Varanda

Essa eu também ouço faz tempo, mas coloquei umas músicas do Teatro Mágico (minha banda preferida junto com Los Hermanos) pois estava muito ansiosa com umas coisas. Ela me deu uma calmaria. Essas vozes doces me fizeram bem e tenho escutado bastante por isso. Ela é linda demais.

 

Enfim, essas foram as minhas. O que vocês acham delas? Contem aqui, e super aceito dicas de outras 😉