As Várias Versões de Mim

Oláá amigos!! Hoje é mais um dia fofo de postagem coletiva, e, caramba, que tema lindo é esse? Puts, pensar nas minhas versões leva um tempo.

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Fonte: Pinterest

Sabe aquela expressão que a gente costuma ouvir e falar: “fulano tem duas caras”? Então, nesse caso a gente até fala pra uma pessoa mentirosa, falsa, que vive enganando todo mundo. Mas será que é só isso? Será uma pessoa não pode ter várias versões, vários momentos e mudar?

Eu sou um pouco (talvez bastante) assim. Deve ser conseqüência dos anos que passei fazendo teatro, ou faz parte da carreira de escritora, ou eu seja louca mesmo (voto no terceiro rs).

Posso gostar de várias coisas diferentes e viver bem, querem ver?

A versão nerd – A que gosta de estudar, ler livros e curtir coisas geeks.

A versão rock – Porque eu curto um rock de leve mesmo (já gostei do pesadão)

A versão patricinha – Não dá pra negar a quedinha pela moda e beleza.

A versão aventureira – Não preciso dizer o quanto gosto de uma aventura.

A versão hiponga – A que faz yoga, tenta meditar e gosta do contato natureza.

A meia versão esporte – É meia porque não gosto inteiramente, mas uma corridinha, uma bike muito me gusta, mesmo sendo lerda.

A versão lerdinha – Não posso deixar de falar dela, porque eu sou mesmo e isso nunca me impediu de chegar onde cheguei. Bananinha pra quem me critica.

A versão observadora – Porque eu pareço burra, mas estou de olho em tudo ao meu redor.

A versão amiga – Essa faz parte de mim mais que tudo, minha melhor versão.

A versão tímida – Tem hora que travo mesmo, essa minha pior versão.

E assim segue euzinha, um pouco de cada coisa, que teve dificuldade pra escolher a faculdade por isso, que demorou pra encontrar seu lugar no mundo porque não tinha um lugar próprio e que sonha em se aventurar pelo mundo.

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Já cantava Biquini Cavadão: “eu sou a soma de tudo que vejo…” e devagar vou criando mais versões de mim.

Obrigada a Joice do blog Depois de nós por criar esse tema, me permitir mergulhar dentro de mim e me conhecer melhor. Amo ser o que sou e sonho em me livrar das versões ruins.

E você, quais as suas versões? É meio embananado (a) como eu? Se for, toca aqui, pois somos muuuuito felizes 🙂

Beijo grande no coração flooooores!!

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Por que escrevo? Pra quem escrevo?

Olá meus amigos lindos da blogosfera <3 Então esse mês a galera mais linda da net, Projeto Vai Um Café? se reuniu hoje para essa postagem coletiva, mais fofa impossível.

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Escrever sempre foi um hobby, uma paixão, um grande prazer na minha vida. Achava divertido e relaxante ficar escrevendo coisas aleatórias. Engraçado como algumas coisas começam a aparecer desde cedo na vida, e a gente nem percebe tamanha importância.

Não vou ficar contando historinhas porque todo mundo já sabe, sou escritora e blogueira (blogueira, sério? Não sabia!!). Mas por que será que amo tanto assim escrever?

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Primeiro eu tenho uma dificuldade ENORME de colocar pra fora aquilo que estou sentindo. Quando pego um lápis e papel consigo dizer tudo e mais um pouco, mesmo que bagunçado. E olha, na minha cabeça passam milhões de coisas loucas ao mesmo tempo. Escrever é a forma que tenho de externar meus sentimentos, de organizar meus pensamentos.

Mas eu tenho a imaginação fértil, mas muuuuuito fértil mesmo. Viajo legal na maionese. Gente, se fosse criança hoje seria uma forte candidata a ter que procurar um neurologista e fazer exames de TDAH. Só que depois de começar a escrever o primeiro livro tudo ficou claro: era só criatividade!

Eu escrevo porque eu AMO! Coloco minhas ideias, invento histórias, brinco com as palavras, crio personagens e situações malucas. Acho divertido esse mundo criado por mim mesma. É o momento onde posso ser eu mesma, sem ter que ficar me preocupando com padrões chatos de gente chata. Só tenho que me preocupar com o português.

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Poderia dizer que escrevo para mim, mas sabe a verdade? Eu escrevo para os outros. Não tem graça criar uma história pra ficar guardada, né?

Sempre achei que teria um público alvo pré-definido mas quer saber? Não tenho mais isso. Disse que com o tempo is encontrar, mas, e talvez seja aí o grande barato da história, pessoas de todos os jeitos leem o que escrevo, de todas as idades, classes sociais, histórias de vida…

Escrevo para quem tiver o coração aberto, para quem quiser embarcar nos livros, nas reflexões do blog.

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Escrevo para quem quiser fazer parte e dividir esse mundo fantástico comigo. Para pessoas como você, que leu esse textão até o final. Um muito obrigada!!

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Imagens retiradas do Pinterest XD

Vamos falar sobre empatia?

Olá amigos!! Esse mês o “Projeto Vai Um Café?” escolheu um tema mais que maravilhoso para a postagem coletiva: EMPATIA!! Acho que nada melhor para fechar esse ano tão louco, não é?

Fonte: Pinterest

 

Segundo o dicionário Google, empatia significa:

substantivo feminino
  1. 1.
    faculdade de compreender emocionalmente um objeto (um quadro, p.ex.).
  2. 2.
    capacidade de projetar a personalidade de alguém num objeto, de forma que este pareça como que impregnado dela.

Em resumo gosto de dizer que empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro. Fácil de entender, não? Mas na prática já é tão difícil.

Quantas vezes a gente não magoa alguém sem pensar? Sei que é natural, que depois a gente pede desculpas, fica tudo bem e felizes para sempre. Mas e se a gente começasse a pensar antes de agir?

Pinterest

Mas falar de empatia me faz pensar um pouco mais além. Me faz pensar no mundo louco em que estamos vivendo. E principalmente em como estamos vivendo no nosso próprio mundo.

Sabe aquele velha história de olhar para o próprio umbigo? Pois é, é algo mais ou menos assim.

Estamos todos felizes, todos bem, saltitantes. Mas, olha, quanta gente está sofrendo? Enquanto estamos comendo muito bem o outro passa fome.

Ter empatia é também pensar no outro que sofre, tentar entender a dor alheia, afinal, só quando conseguimos compreender isso que temos a total capacidade de ajudar.

Às vezes paro para pensar nessas coisas, quando estou, principalmente reclamando. De que eu tenho que reclamar, minha gente? Tenho tudo, tudo o que qualquer um precisa:

Casa, comida, família, amigos, cachorro, emprego… Quanta gente não tem?

A grande beleza começa ao compreender que não temos o que reclamar, somos felizes, temos uma vida maravilhosa. Mas a empatia entra de verdade quando tiramos o popozão da cadeira e saímos para contribuirmos em algo.

Acredito que toda essa crise que estamos vivendo seja o momento certo de pensarmos no outro, de todos nós ajudarmos uns aos outros, compreender que tem gente sofrendo de verdade, precisando de apoio e ajuda.

É hora de cada um sair de seu mundinho e correr para ajudar quem precisa, de auxiliar, de consolar. Como já falei em alguns posts sobre sentimentos ( Bondade e Felicidade )nas pequenas coisas fazemos grandes feitos.

 

A empatia é o primeiro passo para melhorar nosso mundo. Penso que se nossos governantes tivessem esse sentimento não estariam do jeito que estão.

Talvez seja isso que o mundo esteja precisando no momento: empatia <3

Um beijo grande no coração de cada um de vocês!!

 

TAG Projeto Vai um Café

Olááá meus amigos! Hoje finalmente consegui postar o video mais lindo do ano: a TAG Projeto Vai um Café em comemoração ao primeiro ano desse grupo tão lindo que eu AMO participar.

Agradeço a todos a oportunidade, o carinho e a amizade. Feliz que cada vez mais conheço gente nova e fico mais encantada. E principalmente a Bia, idealizadora e administradora do grupo, que cuida com tanto carinho, dedicação e organização.

Só espero um dia poder conhecer todos vocês pessoalmete 🙂

 

Beijo grande floooores. Obrigada por fazer meus dias mais lindos !!

Dia da fotografia | BEDA #19

Amigos lindos do meu coração!! Hoje é Dia Mundial da Fotografia <3

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Sou apaixonada por fotografia desde muitos anos. Sempre achei o máximo pegar a câmera e tirar as fotos em viagens, ainda na era da fotografia analógica, aquela de filmes, sabe.

Lembro que quando tinha 17 anos meu irmão comprou uma câmera digital, daquelas antiguinhas, bobinha, mas com uma qualidade ótima. Minha diversão era ficar montando poses com os amigos na escola. A gente não era lá muito fan aquelas fotos paradas, um do ladinho do outro, com um sorriso, às vezes fazendo um joinha. A gente gosta de criar, inventar, brincar.

Dois anos atrás realizei um sonho de consumo de comprar minha primeira câmera profissional: a Canon T3i com lente do kit. Emendei com a 50tinha, flash e tripé. Fiz curso de Fotografia e comecei a estudar e ir fotografando pra ver no que ia dar. Estava muito feliz.

No início queria trabalhar profissionalmente com fotografia, mas descartei a possibilidade pois não rolou um crush quando comecei a treinar. Acho divertido a criação de fotos, poses, abusar da criatividade, imaginação. Não achei que iria gostar de fazer casamentos, aniversários e certos ensaios, por mais que ache lindo. É um hobby pra vida toda. Um grande prazer.

Enfim, selecionei cinco fotos que fiz desde início que considero minhas preferidas para mostrar a vocês. Algumas, na sorte, outras de propósito hehe Não irei colocar fotos de pessoas pois não sei se elas iriam gostar. Adoro também fotografar objetos, principalmente livros, que faço para publicar no instagram.

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Gostaram das fotos? Falem quais foram as preferidas e estou super abertas a sugestões para que possa melhorar 🙂

 Fotografia é uma arte, conta histórias, eterniza momentos. Feliz de quem fotografa por amor, se dedica e usa e abusa de sua criatividade.

Um beijo grande a todos e feliz dia tão encantador.

É férias :D

A boa é que definitivamente estou de FÉRIAS!!! Tá, tudo bem, entrei no trabalho semana que vem, mas ainda estava em provas, então tirei um pouco pra estudar. Agora serão 2 semanas e meia pra dar um relax na cabeça porque o estresse tava bonito nas últimas semanas. Agora é hora de dar uma quebrada nisso!!

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Claro que terei trabalho em casa nesses dias. Aliás, aproveitarei esses dias para pegar firme com blog, canal no YouTube e meus livros. Mas sem estresse. Coisas pra fazer nessas férias de Julho-que-esse-ano-está-em-Agosto-por-conta-das-Olimpíadas:

  1. Dormir até mais tarde (eeeeeeee)
  2. Ir deitar a hora que quiser (eeeeeeeeee)
  3. Pegar pesado na academia (quando voltar a trabalhar meu corpo tem que estar acostumado com o programa novo)
  4. Viajar pro Rio de Janeiro (ver a galera carioca)
  5. Ver o jogo de Handball nas Olimpíadas (uhuul)
  6. Ler muuuuito (aqueles livros gigantes, sabe)
  7. Jogar The Sims (milênios que não sei o que é isso)
  8. Colorir livros (relax total)
  9. Rolezin cazamigas (o que der pra fazer com pouca grana)
  10. Fazer scrapbook (muita foto aqui guardada esperando)
  11. O que vier na telha (haha)

Aiai, que vida boa meu povo. Mês de Agosto tem BEDA aqui no blog então muitas dessas coisas serão postadas. Alegria alegria, tenho bastante trabalho pra adiantar.

Mil kisses gente linda 😉

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Projeto Fotográfico 4×4 – Julho

Depois de meses sem participar,  hoje  retorno com minhas fotografias do Projeto Fotográfico 4×4, no meu amado grupo Vai um café?. Super me surpreendi com o resultado, amei demais os temas Lari. Sem mais delongas, minhas fotografias:

  1. Amarelo

Começando com meu tema preferido, deu margem para minha criatividade e eu fiquei um tempão pensando: O que eu fotografo de amarelo? Bem, quem vê os meus vídeos já viu essa plaquinha por lá ne? Fui eu mesma que pintei 🙂 PAZ

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2. Frio

Um look de inverno chique. Dizem que ficamos mais elegantes no frio, hehe. Toca de lã, poncho e bota overknee. Pra esquentar que o negócio aqui anda sinistro.

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3. Cotidiano

O que andei fazendo nessa última semana? Estudando para prova da faculdade. Meus dias acabam sempre se resumindo em canetas, lápis, caderno e notebook. E as fofurinhas pra alegrar. A pasta sanfonada em baixo é onde armazeno minhas ideias para os próximos livros.

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4. Música (por causa do dia do rock)

Meu violão. Instrumento que de pouco a pouco estou conseguindo tocar e orgulhosa de mim mesma. Só que nada de rock. Estou com dificuldade de bater, foco nos dedilhados, valas e marchas.

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Essas foram minhas fotos. Fico orgulhosa do resultado, hehe.

Todas foram fotografadas por mim mesma, com minha câmera Canon T3i. Uso a lente 50mm e a do cotidiano usei a 18-55mm pra não desfocar. O sol batia no meu quarto.

Beijos pessoas lindas

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Projeto Fotográfico 4×1 – Abril

 

Esse post é parte de um Profeto Fotográfico criado lá no grupo-fofo-que-amo-demais Vai um café? São quatro fotos, cada uma lembrando um sentimento diferente. Foi ao mesmo tempo difícil e encantador.

No início fiquei preocupada em fazer fotos lindas, mas onde estava meu espírito fotográfico? O importante é o sentimento que passa na foto. E amei o meu resultado. Chega de falar e vamos às fotos:

1 – Música

Sou apaixonada por música, mesmo que não toque nada direito, tente arranhar um violão e dê umas batidas num pandeiro ou chacoalhar um pastoril ou um chocalho. Acho linda essa mistura de sons, em harmonia. Escolhi a sala de música infantil. Cheia de instrumentinhos e notas musicais. É aqui onde a musicalização começa.

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2 – Amor

Fui fazer essa foto para infância, mas só consegui pensar em amor. São as minhas crianças da evangelização trabalhando, colocando a criatividade pra fora. Amor pois é o que eu mais amo fazer, é o que me completa, me encanta, me faz bem, me faz acreditar em um mundo melhor!pf 005

3 – Infância

O que fazer com bloquinhos de madeira? Pequenos pedacinhos podem se transformar em castelos, casas, histórias, ou o que couber na imaginação de uma criança. Ser criança é isso, é brincar, é ter imaginação.pf 008

4 – Natureza

Que resiste a um belo por-do-sol? Um final de tarde como esse precisa ser sempre lembrado, registrado, abençoado.pf 013

Essas foram minhas fotinhas para esse mês. Como disse, tirei com carinho e escolhi pensando no que cada uma representa. Afinal, pra mim fotos são para registrar momentos, passar um sentimento, seja ele qual for. Uma forma de poesia.

Espero que gostem 🙂

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29 anos – quando a mudança se faz necessária

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É, dia 25/03 completei 29 anos de idade. É difícil acreditar que já tenho isso tudo. Dá uma agonia. Uma vontade de voltar no tempo, aproveitar mais, fazer o que não consegui, deletar umas bobagens… Mas não dá.

Quando paro pra analisar essa trajetória, vejo quanta coisa mudou na minha vida. Amigos que já não são mais amigos. Gente chata que aprendi a respeitar. Momentos ruins que consegui esquecer. Momentos maravilhosos que não consigo acreditar que ficaram no passado.

Não posso negar que por um ano ou dois eu dei uma parada no tempo. É muito ruim saber disso. Muito cansaço, muito trabalho que em nada valia a pena. Tá, alguma coisa foi boa, serviu para amadurecimento e crescimento pessoal. Muitos sonhos ficaram estacionados pela falta de tempo.

Chegou (passou aliás) da hora de correr atrás dos meus sonhos, tentar mudar e crescer. Lembro que, mais ou menos com 22 anos, eu era a toda legal, fofinha e relax. Não sabia dizer não, quebrava galho dos outros e achava a melhor coisa do mundo, que estava certa. Queria ouvir e aprender com os demais. Sim, isso era corretíssimo. Só que o tempo passou e eu cansei. Sempre tem o que abusa da sua vontade e quando você assusta não está agindo por conta própria.

Pode parecer mimimi ou draminha, mas eu realmente me sentia como uma marionete. Era como se não tivesse vontade própria. Só que cansei. Comecei a levantar minha voz, a aparecer e foi justamente nessa hora que deixei de ser a bonitinha. Muita gente passou a não gostar de mim. Bem, foi um choque. Difícil de aceitar. Eu era bem mais feliz quando era tonta.

Mas nada que o tempo não se aquietasse. Por mais que eu tentasse não conseguia voltar a ser a lindinha. Já havia rompido essa barreira. Mudei de local de trabalho e devagar fui conquistando as pessoas. Minha autenticidade falou mais alto. Quase que magicamente consegui achar um ponto de equilíbrio e super me assustei quando começaram a dizer como eu era tranquila.

Encontrei uma maneira de ser legal sem ser trouxa. Aprendi a falar não, mas com delicadeza. Reconheci que não precisam me amar. Não sou carente o suficiente para querer agradar a todo mundo. Nem criança para ser fofinha o tempo todo. Sou adulta, sou profissional. Tenho autoestima suficiente pra saber ouvir uma crítica e sonhos grandes o bastante para que ninguém possa mais me derrubar.

A mudança se faz necessária sempre. A vida te cobra, a idade chega e ou você muda ou você não acompanha, não evolui. É necessário mudar quando a rotina te incomoda, quando você sente necessidade de voar mais alto. Quando percebe que é possível realizar seus sonhos, mas eles não vão até você. Se não correr atrás não se concretiza. O tempo passa, a terra gira. Eles não param para esperar alguém.

E lutar pelos meus sonhos me faz feliz. Fazer planos, traçar metas dá um ânimo. Dói um pouco crescer, romper com barreiras. Mas depois é muita alegria. E quantos amigos fiz nesse percurso todo. E muita gente ainda tenho pra conhecer.

Ainda tenho muito o que mudar, que crescer. A caminhada é longa, cheia de obstáculos. Mas vou vivendo, certa de que não estou sozinha, certa que conseguirei.

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Afinal, o que nós queremos?

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Bem, eu particularmente quero viver em paz! Quero andar na rua sem ouvir cantadas baratas. Sem o “gostosa”, “linda”, “delícia hein”, “que isso hein”, “ô saúde”! Quero ser olhada como um ser humano, que pensa, que ama, que tem sentimentos. Não como um objeto ambulante. Como uma casca.

Quero poder andar bem arrumada, com roupa da moda, maquiagem, perfumes e cremes sem ouvir comentários vazios como “vai aonde hein?”, “você é linda, maravilhosa”, “ui, abalô bangu”, “tá querendo o que hein”, “hum, hoje tem”, “dá uma voltinha!” ou o pior de tudo: “tá apaixonada”.

Quero poder dizer que sou solteira sem ser despejadas de perguntas que se resumem ao “Por que?”, “mas você é tão bonita!”, “deve estar sendo muito exigente”, “tá muito devagar hein menina” e pra piorar ficam olhos piedosos como se você estivesse com uma doença incurável, um problema sério a ser tratado e curado. Como se fosse um ET, um ser anormal ou pior de tudo: estivesse sofrendo e quisesse consolo. Alo-oou!! Eu sou feliz, será que é tão difícil assim entender isso? Ser solteira é a coisa mais normal da face da Terra.

Quero falar de moda e de demais coisas do universo feminino sem ser tachada como fútil, patricinha. Quero falar de coisas masculinas sem poder ser chamada de Maria Homem. Quero poder ter meus amigos-homens sem as pessoas pensarem besteira. Até porque e se tiver rolando alguma coisa? Somos adultos ora bolas!

Quero andar na rua sem medo. Passar em frente ao um bar, a uma obra sem passar constrangimento. E não me venha com a história de roupa porque já sofri isso com moletom e descabelada. Quero poder dirigir a noite sem me preocupar em acontecer alguma coisa com o carro e eu ter que ficar parada sozinha com alguma amiga sem saber o que fazer. Aliás, quero parar de ouvir piadinhas sobre mulher no trânsito.

Quero que todas as mulheres sejam respeitadas como seres humanos. Como falei lá em cima mesmo? Ah, sim: que pensam, que amam e tem sentimento. Não como objetos. Quero que as mulheres sintam isso, que não são esse objeto, não tenham medo de seus sonhos, se valorizem como ser humano, como competentes, capazes e merecedoras de uma vida melhor

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