Uma amizade sincera | Projeto Clarice-se

E o conto do mês de Maio do Projeto Clarice-se foi Uma amizade sincera.

UAU!

Como esse conto mexeu comigo!

Fonte: Pinterest

Falar de amizade me dá um friozinho na barriga rs. Tenho muita paixão pelos meus amigos, que cultivo desde os tempos de Ensino Médio. A gente fazia tanta coisa juntos… mas com o passar dos anos a coisa toda foi diminuindo, a frequencia de encontros, os papos. Mas nunca a amizade.

E exatamente isso que mexeu comigo no conto: os dois amigos, personagens da história, se conheceram no Ensino Médio e foram crescendo ao longo da narrativa, vendo-os se afastarem por questões naturais. Já não tinham as mesmas vontades, os mesmos assuntos, as mesmas experiências. Mas ainda se gostavam, queriam se ver, queriam segurar essa amizade.

Eu mesma já tentei segurar amizades durante tanto tempo, e me vi em diversas frases do conto. Inventava mil malabarismos para segurar, respeitar as diferenças, fingir que também estava gostando daquilo e que duraria para sempre. Só que não. O tempo foi dizendo que não dava mais, os caminhos já tinham se seguido diferentes e, alguns casos, nós éramos diferentes.

Esse desespero em manter a amizade no conto eu mesma já senti quando mais nova.

Como a própria Clarice disse: Amizade é matéria de salvação. A gente precisa de amigos, mas eles entram e saem da nossa vida ao longo dos anos. Uns duram pouco, outros mais tempo, cada um deixa sua marca. E, claro, temos aqueles que sabemos que sempre estarão conosco.

Isso porque, e Clarice (diva!) falou tão bem, tão delicadamente, o mais importante é saber que somos amigos, que temos amigos. Que um vai sempre poder contar com o outro, sempre. Linda demais a parte do conto em que eles se ajudam, comemoram juntos e se despedem novamente.

É isso, mesmo com vidas diferentes, um pode contar com o outro, sem precisar dessa obrigação de estar sempre juntos, como já foi tempos atrás. A gente aprende isso com a maturidade.

Fonte: Pinterest

O final do conto foi triste, confesso que achei. Mas me fez refletir sobre algo que Clarice não contava na época que escreveu: na existência das redes sociais. O que mantém eu e meus amigos unidos até hoje é poder matar as saudades com um bom dia no Whatsapp, uma foto no Facebook, marcar um encontrinho no almoço de domingo e receber notícias.

Isso tudo nos torna amigos sinceros. Sempre.

E você, tem amigos sinceros? Não deixe de ler o conto, é lindo e desejo que se emocione tanto quanto eu.

Encontrei aqui: Uma amizade sincera

Beijos no coração

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Projeto Clarice-se | AMOR

Olá amigos! Estou participando do Projeto Clarice-se, onde todos mês iremos ler e discutir um conto da maravilhosa Clarice Lispector.

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O conto escolhido para esse mês foi AMOR!

O que falar dele?

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Lindo! Sabe quando você lê algo que precisa muito, que te desperta algo adormecido dentro de si? Pois é. O mais curioso é que o conto causa justamente essa reflexão.

Ana, uma mulher casada, com filhos, vive sua rotina, mantem sua casa absurdamente arrumada, faz tricô e assim vive, repetidamente. Um dia, no bonde, retornando para casa, vê um cego mascando chiclete e mil coisas passam dentro de si. Um sentimento de piedade toma conta dela. Desce do bonde, passa no Jardim Botânico e se perde naquele lugar (que vamos combinar, é maravilhoso!).

Esse conto faz a gente refletir como a nossa vida passa corriqueiramente, muitas vezes sem sentido. Quantas vezes a gente para para olhar o outro? Lembra que existem pessoas em sofrimento, precisando de alguma ajuda? Um apoio, uma palavra amiga? Quantas vezes a gente para para olhar a natureza? Mas olhar nos detalhes, se encantar com a beleza, mesmo que nos dê nojo (como falado no conto, gente, achei fantástica essa lembrança, até o nojento é incrível!)?

O que achei mais lindo foi o próprio título: AMOR. De cara a gente pensa em um conto fofinho entre um homem e uma mulher. Ou até bem quente. Mas Clarice fala de amor da forma mais pura, mais humana, mais bela. Aquele amor pelo próximo, que faz a gente deixar de pensar na gente um pouco para pensar no outro, que nos tira da rotina, da mesmice do dia a dia para se doar. Do amor à natureza, ao belo, a Deus.

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Quando ela diz, já no final de seu amor ao cego, dá um cisco no olho. O amor aqueles que não conhecemos é um dos mais puros, mais belos. Você não conhece aquele ser, não sabe quem é, mas ama. Sente piedade e empatia.

Esse o passo para um mundo melhor.

Conto maravilhoso, necessário e, pra ser sincera, obrigatório. Para ler sempre que esquecer do mundo lá fora.

Clarice, obrigada!

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Projeto Clarice-se foi criado pela Júlia do canal EntreLinhas (Desafio Literário | Clarice-se) e mais duas amigas.

Grupo no FaceBook: Clarice-se 2017

Conto retirado do site Conto Brasileiro

Imagens retiradas do Pinterest. Imagem destacada: minha autoria 🙂

Beijos flooooooores

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Qual o meu conceito de bondade?

Antes de mais nada quero admitir que estou mega encantada com esse tema de blogagem coletiva do grupo Interative-se! Vamos falar sobre BONDADE <3

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Fonte: Pinterest

Segundo o dicionário Google, bondade, substantivo feminino, significa

qualidade de quem tem alma nobre e generosa e é naturalmente inclinado a fazer o bem; benevolência, benignidade, magnanimidade.

Para mim ser bondoso é fazer o bem. Ter bondade é ter amor no coração. Sem esperar recompensas, sem querer prestígios.

É dar um sorriso espontâneo, um abraço amigo, parar para ouvir o próximo. É ter a empatia com o outro, mesmo triste, mesmo mal, se doar, com o único intuito de ajudar.

Quem tem bondade tem a certeza de ser feliz. Acho que é impossível alguém ser infeliz fazendo os outros felizes.

Acho que ser bom não ser bobo, idiota. Aquele expressão “fulano é bonzinho” dá essa denotação de alguém trouxa, sei lá, talvez esteja errada. Ser bom é ser justo, honesto, equilibrado. É saber falar não na hora certa, com educação, sinceridade. É ter coragem para reconhecer os erros e seguir em frente, sendo diferente.

Não é fácil ser bom . Às vezes dá aqueeela vontade de dar na cara de fulaninho, de negar alguma coisa para alguém pois a gente julga que não merece, de mandar todo mundo se fufu (risos). Mas quando paro para olhar em volta, vejo como temos capacidade para sermos bons. Vamos escorregar várias vezes, mas acertas outras tantas também.

São pequenos gestos que nos tornam pessoas bondosas. Pequenas palavras, sorrisos singelos.

Eu, particularmente, adoro abraçar. Retribuo sorrisos, gosto de ouvir os outros. Tento dizer palavras amigas (embora as palavras às vezes não saiam). Sou educada 99% das vezes (tem hora que não dá rs).

Vejo que bondade é bem por aí: na simplicidade. Afinal, a gente encontra a felicidade nas pequenas coisas.

Também nas pequenas coisas que encontramos o bem. Ele está em toda parte, inclusive dentro de cada um de nós. Só basta sabermos olhar para dentro e ao nosso redor para descobrir.

Mas conta sobre você, que gestos de bondade realiza? Tenho certeza que irá se surpreender 😉

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Como encontrar uma editora

Olááá todo mundo, tudo bem com vocês? Esse vídeo é um pedido especial da colega Jessica, do blog https://jeehchristine.wordpress.com/ sobre como encontrar uma editora para publicar seu livro.

Dei algumas dicas de coisas que eu mesma fiz quando fui procurar uma editora. O que aprendi pesquisando sobre o assunto.

Agora, uma coisa muito importante eu quero MUUUITO frisar: não existe a melhor editora, a mais bapho, a que vai realizar todos os seus sonhos. Existe a melhor para você, para mim, para o livro X, para o livro Y. O importante de início é definir seus objetivos enquanto escritor, o que até exemplifiquei no vídeo. E definir o gênero/nicho de sua obra. A partir daí começar a busca da editora ideal.

Para nós, que estamos começando, é super importante ler muito sobre o assunto, pesquisar infinitas editoras e formas de publicar o primeiro livro e, principalmente (mas principalmente mesmo) não ir com muita sede ao pote. Por mais que queiramos, não iremos estourar no mercado editorial em um piscar de olhos.

Provavelmente sua primeira editora não vai ser a que vai te acompanhar pelo resto da vida.Tem gente que publica livros em editoras diferentes. Se isso é bom o ruim para o autor eu ainda não sei (aceito opiniões e discussões), mas existe. Com o tempo outras portas vão começando a se abrir para você, mas quem tem que abrir a primeira és tu mesmo 🙂

Como falei no vídeo, pergunte bastante para o editor, tire todas as suas dúvidas e só feche o contrato quando tiver segura de que essa editora vai ser boa para você.

Agora, falando chatamente, mas AMIGAVELMENTE (com muito amor e carinho no coração) independente da editora que escolher, não espere glamour, sucesso, dinheiro. Espere trabalho. Muitas das vezes a editora não poderá fazer muito por você (não por maldade, mas porque não pode mesmo) então, mãos a obra, e saiba que essa é a melhor parte.

Enfim, vamos ao vídeo 🙂

Enfim, as perguntas que fiz:

-A livraria da minha cidade pode adquirir os livros?
-Como faço para realizar outros eventos?
-Posso estar pedindo quantos livros julgar necessário para as próximas tiragens?
-Quanto fica a revisão gramatical da obra?
-A editora realiza serviço de brindes e demais mimos para o lançamento e eventos? E banners?
-Como faço para participar da Bienal do Livro?
 -O evento de lançamento será no Rio de Janeiro ou na minha cidade?
-O modelo de questionário (em anexo) eu posso entregar até quando?
Beijo grande no coração flooooores