O ovo e a galinha – Projeto Clarice-se BEDA#28

Olá! O ovo e a galinha foi o conto dez Clarice Lispector escolhido para o mês de Agosto.
Caramba, que conto louco!
Não sei nem descrever, fazer um resuminho rs bem Achei bem confuso, difícil de entender. Confesso que, pela primeira vez nesse projeto, resolvi ler uma análise antes de fazer a minha (não gosto para não influenciar). E, ainda assim, fiquei confusa rs

Fonte: Mais um leitor

A análise foi encontrada aqui: Literatura UOL

O ovo e a galinha me fez pensar em como nós seres humanos somos vistos pela sociedade. Há quem diga que na verdade a Clarice comparava apenas com a mulher, e acho que faz todo o sentido.

Quem vê um ovo, vê apenas a casca, escolhe pela casca, pela cor e não vê nada além disso, não pensa em o quê e como está por dentro. Bem, apenas quando estamos com fome e queremos comer o ovo.

Alguma semelhança com os seres humanos, mais precisamente, as mulheres?

Enxergamos o outro como uma casca, raramente paramos para pensar o que ele pensa, sente, ama. Julgamos pelas aparências não temos o hábito de compreender o interior do outro. Bem, mas quando há algum interesse…

É um conto para reler milhões de vezes e, cada vez mais, tirar algum proveito. O próprio artigo do site Literatura UOL lembrou que O ovo e a galinha é um conto meditação. E sim, meditar, como diria uma palestrante que já ouvi, não é ficar apenas fazendo mantras e ficando quietinhas, mas parar para analisar as coisas, o dia a dia.

Parar para observar um ovo é uma forma de meditação. Olha quanta coisa tiramos com ele?

Não apenas para pensar no outro, no papel da mulher na sociedade, mas na gente mesmo, no cotidiano. Quanta coisa boa não há em nós mesmos? Mas ficamos presos numa casca, com medo de quebrar para descobrir o que tem dentro de nós?

É interessante, no final, quando o narrador percebe que não é mais o mesmo depois de observar o ovo. Sim, não somos mais os mesmos após observar a fundo qualquer coisa, nos tornamos diferentes, mais reflexivos.

Enfim, um conto filosófico, profundo, reflexivo.

Sei que minha análise foi superficial. Quero reler o conto com calma e estudar mais sobre ele.

Alguém já tinha lido O ovo e a galinha? Vamos trocar análises, é bem complexo e interessante.

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Encontrei o conto aqui: O ovo e a galinha

Beijo no coração!

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Projeto Clarice-se | O Jantar BEDA#03

Olá! O Jantar foi o conto de Clarice Lispector escolhido para o mês de Julho. Como estava viajando acabei não fazendo e deixei para o início de Agosto – Sorry –

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O conto gira em torno de um homem, em um restaurante, que para para observar outro durante o jantar. Narra com detalhes suas emoções a forma como come, mastiga os alimentos, trata o funcionário e que possivelmente está sentindo no momento.

A princípio, trata de um conto simples, detalhista, uma história rápida. Posso dizer que até um pouco sem graça. Vamos dizer que conta com detalhes algo que aconteceu em uma hora.

Mas quando voltei para analisar, me fez pensar em algumas coisas:

  • Às vezes não paramos para observar os outros. Todo mundo que está ao nosso redor tem sua história de vida, está pensando em alguma coisa, vivendo problemas que a gente nem faz ideia.
  • Muitas das vezes estão passando o mesmo que nós.
  • Cada um tem sua forma de lidar com os problemas. O homem que observava tinha dificuldades para o jantar, estava aéreo em seus pensamentos. O homem observado era rude, lidava com rispidez e comia sem sentir a própria comida.
  • Não cabe a nós julgarmos. Interessante que no conto o homem que observava apenas observava rs
  • E muitos etcs que talvez tenham ficado para trás.

Confesso que não foi o melhor conto de Clarice que li até hoje, mas valeu a reflexão.

Para quem quiser conhecer melhor o projeto, só entrar no grupo do FaceBook: Clarice-se

O conto foi retirado desse site: Blog Veredas

Mas conta aí, gostou do conto? Alguma reflexão a mais?

Um beijo grande no coração!

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A menor mulher do mundo | Projeto Clarice-se

Olá! A menor mulher do mundo foi o conto escolhido para o mês de Junho (tá, eu sei que já é Julho, mas tive uns contratempos aqui, sorry) para o Projeto Clarice-se!

Só tenho 3 letras para esse conto: UAU!

Fonte: Pinterest

Sério, que história profunda. Relativamente pequeno (três páginas no Word) porém longo de ser lido. Sabe quando você pára para reler e fica divagando sobre o que leu? É bem isso. Instigante. Vale a pena.

O conto narra a história de um explorador francês que, ao fazer uma expedição na África, topa com uma tribo de pigmeus. E lá conhece a menor mulher do mundo. Fica abobado. Ela ainda por cima estava grávida! A chama de Pequena Flor e a fotografa para o jornal. O conto segue com as famílias lendo-o em suas casas e comentando (cada comentário!). Ao final, o explorador é surpreendido com uma risada da moça e Clarice nos encanta narrando todo o interior de Pequena Flor.

Ficou curioso? Encontrei o conto aqui: E-disciplinas

A menor mulher do mundo me fez pensar em uma série de fatores:

1 – A hipocrisia

Aliás, Clarice aborda muito esse assunto, chega até a dar uma vergonhazinha interna, do tipo: Quem nunca? Quantas vezes olhamos um noticiário, nos apiedamos, lamentamos o ocorrido e voltamos pra o nosso mundo? Sem contar que costumamos procurar esquecer o que vimos.

2 – Esquecer que os outros têm sentimentos

Também uma forma de hipocrisia. Ver o outro, diferente de nós, achar “bonitinho” e tratar como se fosse um objeto. Temos uma mania de fazer isso com crianças, bebês. Imagina com a menor mulher do mundo? Achar que é um brinquedo, coisa fofa, como se não fosse um ser humano como nós, algo muito bem mencionado no final do conto.

3 – Desigualdade social

Acho que nem precisava comentar, né? Enquanto Pequena Flor lutava para sobreviver, pessoas em suas casas se deliciavam em um domingo em família, lendo seu jornal, pensando na roupa nova que precisava comprar para o filho. Outra forma de hipocrisia? Talvez.

4 – Temos pena de que?

Esse é um assunto que tenho me perguntado muito. Sentimos pena de pessoas que levam uma vida diferente. São pobres, não tiveram acesso ao estudo, vivem um lugar precário. Mas mesmo assim, de que temos pena? Da vida menos favorecida ou do sofrimento? Às vezes vejo que eles são tão felizes (ou talvez até mais) que a gente. Clarice foi tão certa ao mencionar o que era felicidade para a tribo!

O que é felicidade para nós? Ter um carro, uma casa, bom emprego… Enquanto para o outro só o fato de estar vivo já o faz feliz. Pequenos gestos são grandes. Por vezes tem muito mais amor que nós. Isso porque aprenderam a não exigir mais da vida, a aproveitar o que ela tem de melhor.

Acho que precisamos aprender com eles.

Obrigada mais uma vez, Clarice!

 

Todo mês resenho um conto de Clarice Lispetor, quer ler os outros? Só entrar no link: Clarice-se

Beijo no coração!!

Uma amizade sincera | Projeto Clarice-se

E o conto do mês de Maio do Projeto Clarice-se foi Uma amizade sincera.

UAU!

Como esse conto mexeu comigo!

Fonte: Pinterest

Falar de amizade me dá um friozinho na barriga rs. Tenho muita paixão pelos meus amigos, que cultivo desde os tempos de Ensino Médio. A gente fazia tanta coisa juntos… mas com o passar dos anos a coisa toda foi diminuindo, a frequencia de encontros, os papos. Mas nunca a amizade.

E exatamente isso que mexeu comigo no conto: os dois amigos, personagens da história, se conheceram no Ensino Médio e foram crescendo ao longo da narrativa, vendo-os se afastarem por questões naturais. Já não tinham as mesmas vontades, os mesmos assuntos, as mesmas experiências. Mas ainda se gostavam, queriam se ver, queriam segurar essa amizade.

Eu mesma já tentei segurar amizades durante tanto tempo, e me vi em diversas frases do conto. Inventava mil malabarismos para segurar, respeitar as diferenças, fingir que também estava gostando daquilo e que duraria para sempre. Só que não. O tempo foi dizendo que não dava mais, os caminhos já tinham se seguido diferentes e, alguns casos, nós éramos diferentes.

Esse desespero em manter a amizade no conto eu mesma já senti quando mais nova.

Como a própria Clarice disse: Amizade é matéria de salvação. A gente precisa de amigos, mas eles entram e saem da nossa vida ao longo dos anos. Uns duram pouco, outros mais tempo, cada um deixa sua marca. E, claro, temos aqueles que sabemos que sempre estarão conosco.

Isso porque, e Clarice (diva!) falou tão bem, tão delicadamente, o mais importante é saber que somos amigos, que temos amigos. Que um vai sempre poder contar com o outro, sempre. Linda demais a parte do conto em que eles se ajudam, comemoram juntos e se despedem novamente.

É isso, mesmo com vidas diferentes, um pode contar com o outro, sem precisar dessa obrigação de estar sempre juntos, como já foi tempos atrás. A gente aprende isso com a maturidade.

Fonte: Pinterest

O final do conto foi triste, confesso que achei. Mas me fez refletir sobre algo que Clarice não contava na época que escreveu: na existência das redes sociais. O que mantém eu e meus amigos unidos até hoje é poder matar as saudades com um bom dia no Whatsapp, uma foto no Facebook, marcar um encontrinho no almoço de domingo e receber notícias.

Isso tudo nos torna amigos sinceros. Sempre.

E você, tem amigos sinceros? Não deixe de ler o conto, é lindo e desejo que se emocione tanto quanto eu.

Encontrei aqui: Uma amizade sincera

Beijos no coração

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Projeto Clarice-se | Uma Galinha

E o conto escolhido para o mês de Abril do Projeto Clarice-se foi: Uma Galinha.

Nesse pequeno conto, protagonizado por uma galinha que morava no quintal de uma casa prestes a morrer e uma criança interromper esse ato, Clarice me fez refletir sobre duas coisas importantes:

Comer carne – Não sei se já comentei, mas anos atrás eu tentei deixar de comer carne. Sem sucesso, com hipoglicemia, precisei voltar e tive dificuldades em parar. Embora desapontada com o insucesso, eu preciso confessar que gosto e sinto falta. Mas o texto foi todo centrado na própria galinha. Ela era a principal. A família secundária. Clarice conseguiu de uma forma simples descrever o desespero da pobrezinha sabendo que iria virar comida. Deu um nó na garganta em lembrar disso. Animais são espertos, sabem que vão morrer. Dá dó, mas ainda preciso. Não como todos os dias, e não fico querendo provar animais diferentes por diversão ou curiosidade.

Animais de estimação – Era era só uma galinha. Mas tinha sua própria vida. A criança teve pena, todo mundo acabou tendo também. E o animal vira da família e isso está cada vez mais comum. Todos os dias a gente fica sabendo de famílias que criam bichinhos diferentes do que estamos acostumados e os tratam com todo carinho. Minha cachorrinha faleceu tem dois meses e sei a falta que ela faz aqui em casa. A gente acostuma com o carinho recíproco deles, com a alegria, e eles se tornam membros da família. A galinha não percebia esse detalhe. Mas a minha Teca sabia perfeitamente o significava para nós.

E não posso dizer que, hipocritamente o final foi triste. Não vou dar spoiler mas acho que alguém já entendeu.

Desejo um dia conseguir parar de comer carne. Nunca é tarde.

Um beijo grande no coração de cada um de vocês.

Conto retirado do link: Releituras

Projeto Clarice-se | Felicidade Clandestina

Então hoje é dia de mais um conto do projeto CLARICE-SE! E gente, é dia do conto mais lindo, estou até agora emocionada com tanta beleza, tanta sensibilidade em um texto relativamente pequeno.

Não vou fazer resumo porque acho que o prazer maior está na descoberta, mas ele basicamente conta sobre duas meninas: uma filha do dono da livraria (aparentemente rica) e uma apaixonada por livros (aparentemente pobre). A segunda sonha com livros, sendo ela a narradora do conto.

Para início de conversa, se passa em Recife/PE, uma cidade (um estado, aliás) na minha opinião, banhada de cultura, de cores e alegria. Enquanto lia, ficava imaginando as ruas coloridas e alegres, ainda mais com a menina contando que estava saltitante. Sério, imaginei com bandeirinhas e tudo.

Quando falo em sensibilidade, não apenas pela forma sensível em que a Clarice escreveu o conto, detalhando cada sentimento. Mas também com o próprio enredo.

Fala de amor por livros, alguém que viaja nas histórias, desse prazer em sentar e ler, do mundo maravilhoso que habita no interior de um livro. A menina tinha persistência, mesmo com tamanha hostilidade em que encontrou. Seu amor pela leitura era maior, superava todo e qualquer mal comportamento alheio.

Porque o amor é assim, o desejo, o sonho é assim. Não importa quantas vezes tentem  nos privar da felicidade, de realizar nossos desejos, quando a gente quer, a gente consegue, nem que leve tempo. Não há hostilidade que apague qualquer felicidade.

E pra aumentar a fofura do conto, adivinhem qual era o livro tão citado? Siiiim, ele mesmo: Reinações de Narizinho. Querem coisa mais amorzinho?

Aliás, que já leu essa frase aqui:

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Feito por mim. Fundo retirado do Pinterest <3

Pois é, foi retirado desse conto. Acho que agora mais do que antes deu pra ter noção da real sensibilidade dele, né?

Corram, cliquem no link e leiam o conto, é pequeno, é lindo, de uma leitura rápida e emocionante:

Felicidade Clandestina

Livros são realmente objetos mágicos. E a vontade nos faz ir onde quisermos, essa foi a grande lição que tirei desse conto.

Um beijo no coração de cada um de vocês!

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Projeto Clarice-se – Feliz Aniversário

Boa noite flooores!! O conto de Fevereiro veio atrasado por questões particulares, mas está aqui, cheio de divagações e amores!

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Foto minha 🙂

O que falar desse conto? Pesquisando li em um artigo (perdoem-me por não lembrar a fonte) que ele era meio perturbador e não posso concordar plenamente, mas que nos deixa meio grilado deixa.

O conto retrata o aniversario de uma senhora de 89 anos, comemorando na casa de sua filha, a qual ficou o cargo de cuidar da mãe, e recebe a visita dos filhos, noras, netos e bisneto. Visitas essas forçadamente animadas, devo admitir.

A princípio passou a imagem de que ninguém se importava mais com ela. Sabe aquela infeliz história de que a pessoa idosa já está fazendo hora extra na terra, é inútil? Bem, os sorrisos forçados, a má vontade de estar lá por ela e a vontade em discutir os negócios de família deixou isso bem claro para mim.

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É incrível como que isso é natural na sociedade. E triste. Quantos rejeitam e abandonam os mais velhos. Comemoram o aniversário por obrigação e nem perguntam o que ela quer de verdade. A parte mais triste estava no final: “até o ano que vem.” P…q…P…, eles só vão visitar a mãe uma vez por ano? No seu aniversário? Quão hipócrita foi o comentário “Tão bom ainda ter a nossa mãe…” O que mais me chateou (até porque é mais do a realidade), é que não importa quantos filhos são, quase sempre sobra para apenas um a responsabilidade.

Sempre digo que a gente precisa valorizar as pessoas enquanto estão aqui conosco. Ninguém sabe quando alguém vai. Penso que o sentimento de remorso por não ter aproveitado deve ser o pior do mundo.

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Pinterest

Mas outra imagem me passou: a falta de aceitação da aniversariante com os filhos, com o novo. Essa mudança de paradigma na sociedade, as diferenças de gerações, por vezes não aceitas pelos mais velhos. Quando ela critica todos, dizendo que os filhos fizeram mal casamento, que as esposas usam brincos que não são de ouro deixou claro pra mim que ela também era uma pessoa amarga.

O conto me passou a imagem de uma família fria. De boa situação financeira, mas sem amor. Que gosta de mostrar que são felizes, fazem pose de que está tudo bem, mas na verdade ninguém se importa com ninguém. Triste não? E como existem famílias assim 🙁

Gratidão pela minha família LINDA!!!

Mas e você, já leu esse conto? O que achou dele? Não deixe de trocar as figurinhas comigo.

Beijo grande amores

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Link de onde tirei o conto: Releituras

Primeiro conto do Projeto Clarice-se: Projeto Clarice-se | AMOR

Projeto Clarice-se | AMOR

Olá amigos! Estou participando do Projeto Clarice-se, onde todos mês iremos ler e discutir um conto da maravilhosa Clarice Lispector.

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O conto escolhido para esse mês foi AMOR!

O que falar dele?

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Lindo! Sabe quando você lê algo que precisa muito, que te desperta algo adormecido dentro de si? Pois é. O mais curioso é que o conto causa justamente essa reflexão.

Ana, uma mulher casada, com filhos, vive sua rotina, mantem sua casa absurdamente arrumada, faz tricô e assim vive, repetidamente. Um dia, no bonde, retornando para casa, vê um cego mascando chiclete e mil coisas passam dentro de si. Um sentimento de piedade toma conta dela. Desce do bonde, passa no Jardim Botânico e se perde naquele lugar (que vamos combinar, é maravilhoso!).

Esse conto faz a gente refletir como a nossa vida passa corriqueiramente, muitas vezes sem sentido. Quantas vezes a gente para para olhar o outro? Lembra que existem pessoas em sofrimento, precisando de alguma ajuda? Um apoio, uma palavra amiga? Quantas vezes a gente para para olhar a natureza? Mas olhar nos detalhes, se encantar com a beleza, mesmo que nos dê nojo (como falado no conto, gente, achei fantástica essa lembrança, até o nojento é incrível!)?

O que achei mais lindo foi o próprio título: AMOR. De cara a gente pensa em um conto fofinho entre um homem e uma mulher. Ou até bem quente. Mas Clarice fala de amor da forma mais pura, mais humana, mais bela. Aquele amor pelo próximo, que faz a gente deixar de pensar na gente um pouco para pensar no outro, que nos tira da rotina, da mesmice do dia a dia para se doar. Do amor à natureza, ao belo, a Deus.

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Quando ela diz, já no final de seu amor ao cego, dá um cisco no olho. O amor aqueles que não conhecemos é um dos mais puros, mais belos. Você não conhece aquele ser, não sabe quem é, mas ama. Sente piedade e empatia.

Esse o passo para um mundo melhor.

Conto maravilhoso, necessário e, pra ser sincera, obrigatório. Para ler sempre que esquecer do mundo lá fora.

Clarice, obrigada!

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Projeto Clarice-se foi criado pela Júlia do canal EntreLinhas (Desafio Literário | Clarice-se) e mais duas amigas.

Grupo no FaceBook: Clarice-se 2017

Conto retirado do site Conto Brasileiro

Imagens retiradas do Pinterest. Imagem destacada: minha autoria 🙂

Beijos flooooooores

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