Em um relacionamento sério comigo mesma

Mês de Junho, mês dos namorados, todo mundo em um relacionamento sério, no só love e eu aqui sozinha.

HAHA, sozinha, não: solteira!!!!

Fonte: Pinterest

Bons anos atrás eu era uma tristeza só: todo mundo namorando, feliz e apaixonado, fazendo cartinhas e dedicatória para os amores e eu ficava olhando. Tive amores mal amados, paixões não correspondidas, coração partido e relacionamento que insisti mas não foi pra frente, não tinha jeito, o que não é para ser não vai ser e ponto final.

Muitos me perguntavam: vocês está procurando? Minha vontade era de gritar: SIIIIM, mas não acho. O que mais me doía. Quem já leu a saga Crepúsculo? Lembram de um capítulo que o Jacob ficava andando pelas ruas em busca de um imprint? Era desse jeito que eu era. Onde ia olhava para todos os lados procurando um namorado. Todos os garotos que via pensava se um deles seria minha alma gêmea.

Resultado? continuei solteira rs!! Chorava e me sentia o pior ser humano do mundo. Ficava me perguntando o que tinha de errado em mim que ninguém me queria.

Mas uma coisa eu não percebia: quanto mais eu procurava, mais eu conversava, mais conhecia gente e, por incrível que pareça, menos amigos eu fazia. Deixava um monte de coisas para trás porque achava que podia estar perdendo alguma oportunidade.

Tudo mudou quando comecei a viajar com as amigas, a sair, malhar e resolver escrever meu livro. Comecei a trabalhar e conheci MUITA gente. Muitas histórias de amores verdadeiramente mal amados, não apenas  de corações partidos como vidas partidas, dívidas, noites mal dormidas e uma série de problemas. Relacionamentos sérios só no papel.

Os casais só love começaram a diminuir ao meu redor e os casais só fight apareceram. Ouvi muita gente dizer que eu devia ser feliz e aproveitar de verdade minha vida. Ouvi histórias absurdamente tristes de mulheres que sofreram horrores com seus maridos, que tiveram a autoestima no chão e ficou bem claro pra mim que contos de fadas não existiam. Ainda conheço muuuuitos casais felizes e sou feliz junto com eles.

Mais tarde conheci outras solteiras e percebi que isso é a coisa mais natural do mundo. Devagar fui deixando de procurar um namorado, fui seguindo minha rotina, conhecendo um bando de gente nova, fazendo grandes amizades, muitas viagens e deixando minha autoestima crescer gigantescamente, o que faz minha mãe às vezes me chamar de narcisista HAHA!!!

Sou independente, faço minhas escolhas, tenho uma rotina que amo, compro o que gosto, viajo quando posso (queria muito dizer quando quero), tenho uma coleção de amigos maravilhosos, uma família linda, uma cachorra perfeita e não, não sinto falta de um namorado. Minha felicidade é interna e não depende de ninguém. Há pessoas que casam e outras que não, isso faz parte da vida.

Estou vivendo meu sonho de ser escritora, isso me satisfaz e me faz ser inteira, completa. Minha paixão é estar no meio das pessoas, poder desbravar o mundo. E é isso que estou vivendo. Publiquei meu primeiro livro <3

Se por acaso aparecer um rapaz que valha a pena e que eu ame e seja correspondida e, claro, aceite e acompanhe minha carreira, que ótimo, será muito bem vindo. Se não, ótimo, sou completa. Sou feliz. Estou em um relacionamento sério comigo mesma 🙂

Obrigada!

De nada!

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Realizando sonhos

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Todos nós temos um sonho. Seja ele grande ou pequeno. Seja uma carreira, uma conquista ou um bem material. Eu sempre tive os meus e vivia imaginando como a vida seria perfeita se conseguisse. Aos 12 anos sonhava com uma cachorrinha, quando fiz 15, a cachorra da minha amiga esperava filhotinhos e bati o pé que queria uma. E ela chegou me trazendo alegrias. Sonhava em fazer uma faculdade, me formar e ser a oradora da turma. Bati o pé que eu queria e consegui. Depois quis passar em um concurso público. Passei. E felizmente nunca parei de sonhar. Sempre quis e precisei de algo para ter que correr atrás. Quis fazer viagens, andar de avião pela primeira vez, comprar alguma coisa nova na qual tive que juntar bastante dinheiro para conseguir.

Viver sem sonhos é como não viver. Não ter um objetivo, algo para querer alcançar. É simplesmente ir passando dia pós dia, mecanicamente, sem sentido. E eu passei um bom tempo assim. Não que não tivesse sonhos, mas a rotina não me permitia seguir. O medo da mudança me travava. A mão de vaca não permitia. Sabe algo que você quer, mas que parece tão longe que você nem vê? Tipo assim, você sabe o que quer mas não faz noção de como é de verdade.

Depois de algumas cabeçadas e frustrações caiu a ficha que estava com sonhos parados. Não apenas um grande, mas aquela viagem que sempre quis fazer e só ficava pensando. Ano retrasado comecei a colocá-los em prática e tudo foi mudando. Viajei mais, comprei minha câmera, estudei fotografia. Ano passado continuei, revivi meu blog, decidi fazer outra faculdade e disse que 2016 seria o ano de realizar os sonhos.

Tudo começou em Maragogi. Na minha viagem a Maceió fui conhecer esse paraíso, que eu particularmente nem achei tão maravilhoso assim, mas foi lá que realizei meu grande sonho: MERGULHAR! Coloquei a mão no bolso, fui morrendo de medo. Fiz o treinamento rápido e me debati na água. A primeira respirada é doída. O oxigênio do cilindro não é o mesmo que a gente respira. Levantei assustada, o rapaz perguntou o que aconteceu e se eu queria tentar de novo. Fui aflita. Lembrei que a moça que foi antes prendeu a respiração um pouco e fiz o mesmo. Tudo doeu, mas continuei. Levantei, falei que estava ok. E estava tranquila pois tinha a garantia de que haveria um mergulhador comigo e se me sentisse mal era só avisar que ele subia comigo. Entrei na fila com muito medo. Na minha vez estava dura. O rapaz me afundou e eu quis subir de volta. Mas fui, era o meu sonho. Dois minutos depois já tinha me acostumado. Maravilhada com um mundo novo que descobria. Era tudo muito perfeito. No final não queria levantar. Não cabia felicidade em mim. Tinha acabado de realizar um sonho. E queria voltar tudo de novo.

Realizar um sonho é isso. É ter medo, fechar os olhos e ir. É se maravilhar com a descoberta, com o mundo novo. Sorrir radiante tipo uma boba-louca.

No momento, meu sonho distante está aqui, a um passo de ser realizado. É uma mistura de todos os sentimentos mais diversos. Não dá pra explicar, só sentir.

29 anos – quando a mudança se faz necessária

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É, dia 25/03 completei 29 anos de idade. É difícil acreditar que já tenho isso tudo. Dá uma agonia. Uma vontade de voltar no tempo, aproveitar mais, fazer o que não consegui, deletar umas bobagens… Mas não dá.

Quando paro pra analisar essa trajetória, vejo quanta coisa mudou na minha vida. Amigos que já não são mais amigos. Gente chata que aprendi a respeitar. Momentos ruins que consegui esquecer. Momentos maravilhosos que não consigo acreditar que ficaram no passado.

Não posso negar que por um ano ou dois eu dei uma parada no tempo. É muito ruim saber disso. Muito cansaço, muito trabalho que em nada valia a pena. Tá, alguma coisa foi boa, serviu para amadurecimento e crescimento pessoal. Muitos sonhos ficaram estacionados pela falta de tempo.

Chegou (passou aliás) da hora de correr atrás dos meus sonhos, tentar mudar e crescer. Lembro que, mais ou menos com 22 anos, eu era a toda legal, fofinha e relax. Não sabia dizer não, quebrava galho dos outros e achava a melhor coisa do mundo, que estava certa. Queria ouvir e aprender com os demais. Sim, isso era corretíssimo. Só que o tempo passou e eu cansei. Sempre tem o que abusa da sua vontade e quando você assusta não está agindo por conta própria.

Pode parecer mimimi ou draminha, mas eu realmente me sentia como uma marionete. Era como se não tivesse vontade própria. Só que cansei. Comecei a levantar minha voz, a aparecer e foi justamente nessa hora que deixei de ser a bonitinha. Muita gente passou a não gostar de mim. Bem, foi um choque. Difícil de aceitar. Eu era bem mais feliz quando era tonta.

Mas nada que o tempo não se aquietasse. Por mais que eu tentasse não conseguia voltar a ser a lindinha. Já havia rompido essa barreira. Mudei de local de trabalho e devagar fui conquistando as pessoas. Minha autenticidade falou mais alto. Quase que magicamente consegui achar um ponto de equilíbrio e super me assustei quando começaram a dizer como eu era tranquila.

Encontrei uma maneira de ser legal sem ser trouxa. Aprendi a falar não, mas com delicadeza. Reconheci que não precisam me amar. Não sou carente o suficiente para querer agradar a todo mundo. Nem criança para ser fofinha o tempo todo. Sou adulta, sou profissional. Tenho autoestima suficiente pra saber ouvir uma crítica e sonhos grandes o bastante para que ninguém possa mais me derrubar.

A mudança se faz necessária sempre. A vida te cobra, a idade chega e ou você muda ou você não acompanha, não evolui. É necessário mudar quando a rotina te incomoda, quando você sente necessidade de voar mais alto. Quando percebe que é possível realizar seus sonhos, mas eles não vão até você. Se não correr atrás não se concretiza. O tempo passa, a terra gira. Eles não param para esperar alguém.

E lutar pelos meus sonhos me faz feliz. Fazer planos, traçar metas dá um ânimo. Dói um pouco crescer, romper com barreiras. Mas depois é muita alegria. E quantos amigos fiz nesse percurso todo. E muita gente ainda tenho pra conhecer.

Ainda tenho muito o que mudar, que crescer. A caminhada é longa, cheia de obstáculos. Mas vou vivendo, certa de que não estou sozinha, certa que conseguirei.

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Afinal, o que nós queremos?

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Bem, eu particularmente quero viver em paz! Quero andar na rua sem ouvir cantadas baratas. Sem o “gostosa”, “linda”, “delícia hein”, “que isso hein”, “ô saúde”! Quero ser olhada como um ser humano, que pensa, que ama, que tem sentimentos. Não como um objeto ambulante. Como uma casca.

Quero poder andar bem arrumada, com roupa da moda, maquiagem, perfumes e cremes sem ouvir comentários vazios como “vai aonde hein?”, “você é linda, maravilhosa”, “ui, abalô bangu”, “tá querendo o que hein”, “hum, hoje tem”, “dá uma voltinha!” ou o pior de tudo: “tá apaixonada”.

Quero poder dizer que sou solteira sem ser despejadas de perguntas que se resumem ao “Por que?”, “mas você é tão bonita!”, “deve estar sendo muito exigente”, “tá muito devagar hein menina” e pra piorar ficam olhos piedosos como se você estivesse com uma doença incurável, um problema sério a ser tratado e curado. Como se fosse um ET, um ser anormal ou pior de tudo: estivesse sofrendo e quisesse consolo. Alo-oou!! Eu sou feliz, será que é tão difícil assim entender isso? Ser solteira é a coisa mais normal da face da Terra.

Quero falar de moda e de demais coisas do universo feminino sem ser tachada como fútil, patricinha. Quero falar de coisas masculinas sem poder ser chamada de Maria Homem. Quero poder ter meus amigos-homens sem as pessoas pensarem besteira. Até porque e se tiver rolando alguma coisa? Somos adultos ora bolas!

Quero andar na rua sem medo. Passar em frente ao um bar, a uma obra sem passar constrangimento. E não me venha com a história de roupa porque já sofri isso com moletom e descabelada. Quero poder dirigir a noite sem me preocupar em acontecer alguma coisa com o carro e eu ter que ficar parada sozinha com alguma amiga sem saber o que fazer. Aliás, quero parar de ouvir piadinhas sobre mulher no trânsito.

Quero que todas as mulheres sejam respeitadas como seres humanos. Como falei lá em cima mesmo? Ah, sim: que pensam, que amam e tem sentimento. Não como objetos. Quero que as mulheres sintam isso, que não são esse objeto, não tenham medo de seus sonhos, se valorizem como ser humano, como competentes, capazes e merecedoras de uma vida melhor

<3

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Mudanças

A vida da gente é interessante. Queremos coisas e coisas.
Fazemos 1000 planos, inventamos coisas, temos ideias.
Temos SONHOS!
Aí tudo vai simplesmente acontecendo.
Eu batalho, corro atras, faço de tudo pra dar certo.
Mas de repente alguma coisa muda no meio do caminho.
Todos os sonhos começam a mudar. A gente começa a mudar.
Quando eu consigo o que tanto quis, não vejo graça mais.
É duro perceber que andou errado.
Mas é maravilhoso!
A gente se descobre. Cresce.
Coisa confusa?
É… concordo

Vamos mudar então?

Dois degraus

Eu estou aqui em baixo

Você está ai em cima

Mas nem se preocupa

Em abaixar a cabeça

Olhar pra baixo e me ver

E quando abaixa

Não vê além de seus pés

Talvez seja por isso

Que você não entende o que eu digo

Não saiba o que eu passo

Não sinta o que eu sinto

Achei o rascunho deste poema num caderninho velho aqui em casa. Lembro mais ou menos quando escrevi, faz muuito tempo. Tinha uns 15/16 anos.

Foi porque estava conversando com umas pessoas bem ricas que ficavam debochando da gente que não tinha muito dinheiro pra comprar as coisas.

Relendo-o me fez lembrar outros episódios. Bem recentes inclusive. Pessoas que não conseguem olhar e ver nada além de seu próprio nariz. Gostam de pisar nos outros, se acham melhores.

Enfim, hoje eu com 28 anos me sinto madura o suficiente para saber dar uma banana pra esse povo e viver minha vida. Não devo nada a ninguém e sinceramente, ninguém sabe dos meus sonhos e anseios. Não quero terminar minha vida igual a esse povo, se matando de trabalhar pra encher o bolso e não ter tempo de gastar.

Final de ano

Esse negócio de acabar o ano é bizarro.

Você quer que acabe: ta cansado, esgotado, quer férias, passear, DORMIR! É, é isso!

E pra completar você quer mudanças. Acredita que o próximo ano vai ser diferente.

Idealiza começar do zero, fazer tudo diferente. Aí mora a  grande maravilha que Drummond chama de o milagre da renovação.

Quem nunca ficou contando os dias para as férias?

E o lance de ficar marcando xizinho no calendário para cada dia que passa?

É, você quer que o dia passe rápido

E ainda agradece por mais um dia ter terminado…

UFA! A semana acabou

Mas te da aquele frio na barriga, um lembrete tenebroso: você está ficando velho!

Isso é ruim.

Mas não é o pior.

O pior é saber que o tempo está passando, a terra ta girando e você pode estar perdendo tempo.

Aquele pensamento horrível: será que estou aproveitando bem cada dia?

O que eu tenho feito de útil?

É ver o tempo passar e perceber que você quer que ele corra e começa a ver que em tantos sonhos e planos que pode ser que não consiga fazer tudo

É, Sr Tempo:

“Não, eu não quero que você passe rápido

Passe bem devagar…

Quero aproveitar a cada segundo dos meus dias

Não quero deixar nada para trás”

Estranho? Talvez.

E é isso que eu estou sentindo agora.