Crônica do mês: Fazendo a Barba BEDA#7

Olá! Fazendo a Barba, de Luís Vilela foi a crônica sorteada para o mês de Agosto 😁


É muito engraçado o início, pois começa narrando sobre um barbeiro fazendo a barba com seu ajudante de… um defunto.
Ao longo da narrativa, enquanto fazia a barba o ajudante, aparentemente novinho, faz uma série de questionamentos sobre a morte:

Por que a gente morre?
Por que a gente não se acostuma com a morte?

E, enquanto ele fazia as perguntas, eu tentava responder mentalmente.
Geralmente ninguém gosta de falar sobre o assunto, é algo que ninguém está preparado para enfrentar, fugimos todos os dias dela. O que é bem irônico, uma vez que essa é a única certeza de que temos: a de que vamos morrer, todos nós.
Acredito, sinceramente, que temos medo da mudança, de não ver mais as pessoas que amamos, de perder nossas coisas, da dúvida de como será a vida sem fulano de tal.
É certo que é muito estranho saber que a pessoa não está mais por lá, mas não é nada que não superemos com o tempo. A saudade existe, mas não mata.

A única coisa que digo quando o assunto é morte é:
Aproveite as pessoas enquanto elas estão aqui, aproveite enquanto você está aqui.

Já diz a música:
Sorria q abrace seus pais enquanto estão aqui!

Fazendo a Barba é uma crônica leve, divertida e reflexiva.
Retirei do livro Nossas Palavras, da Coleção Literatura na minha casa. Esse da foto 😉

Mas digam pra mim, gostaram da crônica? Espero que sim.
Beijo grande no coração ❤️

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Crônica do mês: O verdadeiro assassino

Olá! O Verdadeiro assassino, de Paula Pimenta,retirada do livro “Apaixonada por Palavras”, foi a crônica escolhida, ao acaso, para o mês de Julho.

Paulinha inicia a narrativa com noticiários a respeito de cachorros que mataram uma criança e outro cachorrinho. Isso a faz relembrar de sua infância, quando ganhou um cachorro dito feroz, porém era um doce.

Bem, aí realmente fica a pergunta: “Quem é o verdadeiro assassino”?

o verdadeiro assassino

Quantas vezes ouvimos histórias de animais que mataram alguém, que o cachorro tal é mau, é feroz, não pode ser domesticado?

Quem me conhece sabe o amor por cachorros. São animais tão doces, amigos, divertidos… como pode um ser tão puro ser tão cruel? Bem, a verdade, e Paula Pimenta colocou muito bem, o animal é um reflexo do dono. Eles se comportam de acordo como são criados.

Se você cria um bichinho com amor, carinho e cuidados, ele com certeza vai retribuir, com calma e alegria. Brincar com as visitas, pedir carinho ou talvez até ignorar. Quem sabe se achar o dono da casa, né?

Fonte: Pinterest

Agora, se você cria seu animalzinho com agressividade, preso na casinha, amarrado numa corrente, sem dar amor e cuidados necessários, não tente soltá-lo para ver o que acontece. A resposta vai ser negativa. Pode judiar inclusive de você.

Não por ser malvado, vingativo. Não, animais são puros por natureza, mas agem por instinto. Eles precisam gastar energia parada, como uma raiva contida e não sabe bem como lidar com isso. Atacam pessoas sem compreender, agem por defesa própria, não conhecem carinho, acreditam que seres humanos são seres cruéis e precisam desaparecer.

Bem, eles estão certos, sem generalizações, claro. Humanos são realmente cruéis. Agem por instinto, mesmo tendo condições de raciocinar. Não sabem cuidar de animais, mas insistem em mantê-los em sua casa. Aliás. muitas das vezes não sabem nem cuidar de seus semelhantes.

Sim, o verdadeiro assassino é o ser humano, é quem de fato cria o animal para agir cruelmente, como reflexo de sua crueldade.

Fonte: Pinterest

Acho que precisamos muito aprender com os animais.

Já dizia no livro Marley e Eu: “…dê o seu coração a ele e ele te dará o dele…”

Cachorros não são assassinos, são seres lindos, doces. O verdadeiro assassino é sim o próprio dono.

Paulinha, essa crônica mexeu com meu ponto fraco rs.

Adorei de verdade, ótima reflexão, com um toque a mais 😉

Beijo no coração!

Ps.: Todo mês seleciono uma crônica e resenho aqui. Quer conhecer as outras, só clicar aqui: Crônica do mês

Crônica do mês: Vitor e seu irmão (Veríssimo)

Vitor e seu irmão é a crônica escolhida para o mês de Junho. Mas não foi ao acaso, e sim devido a um comentário da amiga Grazy, do blog Parolar

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Então, amigos, a Grazy lembrou dessa crônica, Vitor e seu irmão, com tanto carinho, pois gosta muito dela, e me fez pegar o livro O Santinho, de Luiz Fernando Veríssimo, e reler. Mil risadas saíram de mim.

A narrativa se passa na sala de aula, com a professora explicando sobre a população no Brasil, e Vitor, um menininho esperto, questiona que deveria ter mais um número na estatística, pois seu irmãozinho acabava de nascer.

Se não bastasse somente o nascimento de seu irmão, ele questiona que outras crianças haviam nascido no hospital aquele dia, e pede para a professora aumentar mais uns 10, para garantir.

Ela explica que os números estatísticos não são exatos e a crônica termina com muitas risadas mencionando Alice, amiguinha de Vitor, com seus comentários insanos na sala.

Por que a crônica me fez rir tanto? Pois é nada mais do que a realidade de uma sala de aula. Só quem já passou por uma que sabe. As crianças questionam tudo, querem saber os porquês, e nem sempre se satisfazem com nossas respostas.

Sim, são muito mais espertas do que a gente imagina, talvez até mais espertas que a gente. E dá para nos arrancar boas gargalhadas e viver cheio de histórias para contar.

Fonte: Pinterest

Quem aqui convive com crianças, tem filhos, sobrinhos, primos, etc. sabe do que estou falando. A gente se diverte ou não com esses questionamentos?

E me faz refletir como que precisamos aprender com elas, a falar mais o que queremos, a perguntar, a não ter vergonha e nem medo de questionar, de parecer ridículos, pagar mico ou ser julgado.

Vida a inocência das crianças

Quem já conhecia essa crônica? E o livro O Santinho?

Gostaram de conhecer Vitor e seu irmão? Um agradecimento a Grazy Bernadino!

E um VIVA ao mestre Luiz Fernando Veríssimo!

Beijo grande no coração flooores

Crônica do mês: Segurança – Luís Fernando Veríssimo

E assim inaugura-se mais um projeto do blog: Crônica do mês! Sim, todo mês uma crônica será selecionada aleatoriamente e comentada aqui. E iniciaremos com o livro do gênero mais legal que exite: Comédias para se ler na escola! Abri (como irei fazer todo mês) ao acaso e a que saiu para nós: Segurança.

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Como sempre Veríssimo nos promete boas risadas, e assim dei. A crônica retrata um condomínio aparentemente de luxo onde o que os moradores mais exigiam era a segurança. A cada investida para deixá-los seguros em suas casas, a frustração: “mas os assaltos continuavam.” Assim descrevia nosso querida escritor e eu caía na gargalhada.

Mas depois de tanto rir ficou a pequena-grande reflexão (aliás creio que uma crônica existe para isso): até quando vamos aumentar nossa segurança, se isolar do mundo de todos? Vamos deixando de viver aos poucos, com medo de tudo o que possa acontecer, vamos nos escondendo em casa, sem aproveitar e fazer o que queremos e precisamos de verdade.

De uma forma divertida e descontraída, e em poucas palavras, Veríssimo nos fez pensar em tantas coisas… Pensar em como anda a violência em nosso mundo, como lidar com ela. Como vivemos a mercê do outro.

E mais ainda, pensar no sentido figurado da crônica. Os assaltos, as casas, a segurança diz respeito também aos nossos sentimentos, a nós mesmos, a forma como nos trancamos dentro de nós com medo do que vão pensar, dos insultos, de tentarem cancelar nossos sonhos…

E depois de presos (tanto dentro de casa como dentro de nós mesmos) gritamos por liberdade. Planejamos fuga, enganamos a dor, mentimos para o mundo, pulamos a janela, para ver até onde vamos conseguir chegar.

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Obrigada pela bela crônica, Veríssimo.

Um beijo grande no coração de cada um de vocês.

E ah, o que acharam desse projeto? Vamos trocar figurinhas.